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Em 2005, ao entrarem no pavilhão alemão da Bienal de Veneza, os visitantes foram recebidos com uma frase em uma performance de um grupo de pessoas "x", contratadas para seguir instruções dadas por Tino Sehgal: "Isso é tudo tão contemporâneo, tão contemporâneo, tão contemporâneo". Como em trabalhos anteriores, o artista lançou aquela frase encenada por meio de uma movimentação-relâmpago no espaço, uma espécie de coreografia minimalista. "Isso tudo" espelhou a mediocridade de uma realidade repetida ("tão... tão... tão...") portanto blasée. Em comparação, o “moderno” (entendido aqui como estilo e não como período) sai enriquecido porque qualificado. A célebre frase de Mario Pedrosa, de que “o Brasil é um país condenado ao moderno” deveria então ser atualizada para uma avassaladora contemporaneidade?
. Lisette Lagnado |