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Para concluir: para nós, as rupturas acima mencionadas pareceram bastante óbvias, indubitáveis e previsíveis. Mas nenhuma das inovações de hoje foram criadas no vazio. Na realidade, esses eventos se desenvolveram lentamente, e surgiram apenas quando atingiram as assim chamadas “condições extrativas”, ou seja, um sistema de relações no qual eram compreendidas. O que tentei expressar nessa curta apresentação é que todo museu de arte progressiva já traz certos traços de eventos futuros, profundamente incrustados em sua narrativa histórica e, por vezes, revolucionária. É preciso reconhecer o momento de ativação quando ele chega. E talvez tenha chegado agora.
. Bojana Piškur |