|
busca
nos arquivos
|
Agora, hosanas!, Eólia toda refulge, ouro sobre o azul, minúscula e ardente ao sol do meio-dia. É a hora em que os archotes, ainda que acesos, permanecem invisíveis, eles mesmos incendiados pela angústia da tarde nem bem iniciada. E aí o rumor dos pássaros que, evadindo-se na direção do continente, contra os penedos se lançam em vôo suicida e caem em círculo por sobre as rochas, num ruído surdo, constante. Os selvagens então se atiram ao mar, em grandes braçadas a vencer as ondas, e caçam Eólia feito ela fosse um fugidio elefante. De brinquedo Eólia e seus ventos que assoviam –chilreantes, musicais. É o verão da ilha e nós e nossos avós bebemos da água do sossego. . Wilson Bueno |