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Marcos Flamínio Peres 1. "A Princesa de Clèves" (1678), de Mme. de La Fayette O mais fino romance psicológico escrito até hoje, tendo influenciado de Stendhal e Benjamin Constant a Henry James. Anterior ao Romantismo e a sua paixão avassaladora -que, até o advento da pós-modernidade, orientaria as formas de relação afetiva-, "A Princesa de Clèves" é uma sutil e intensa história de amor assombrada pelo "fantasma do dever".
Os dois grandes escritores alemães debatem em cartas incisivas a transição da obra de arte clássica para a romântica, por meio de análises de narrativa, poesia e drama.
A série de romances do escritor escocês, como "Waverley", "Rob Roy" e "Ivanhoé", foi injustamente desprezada pelos grandes críticos. Hoje, sabe-se que foi decisiva para estabelecer as bases do romance histórico, como a criação de um herói "médio" -nem nobre, nem pícaro pobretão. De Scott, brotaram grandes prosadores, como Dickens, Balzac e Victor Hugo.
Quase um romance "retrô", dado que foi escrito quando o viés histórico e realista já predominava, é uma mescla feliz de análise social e psicológica com o sublime romântico.
Dividido em sete volumes, esse ciclo arrojado, de concepção arquitetônica construída sobre "o edifício imenso da lembrança", se organiza a partir do elemento mais volátil possível -o tempo, que pela primeira vez é elevado de forma ostensiva a elemento estruturador de uma obra romanesca. Experiência fundamental da história desse gênero.
Concebida entre 1927 e 1929 em forma de fragmentos, é uma das obras mais ambiciosas já escritas sobre a ascensão e a consolidação da sociedade burguesa no século 19.
O italiano funde aqui o realismo que marcou o início de sua carreira com avanços técnicos como o fluxo de consciência e o monólogo interior. A vida estagnada e em estado de mito da Sicília se choca com as memórias e devaneios do filho desgarrado no Norte industrial que volta à sua terra. Um dos poucos grandes romances a encontrar uma representação cinematográfica a lhe fazer jus ("Gente da Sicília", 1999, de Jean-Marie Straub e Danièlle Huillet).
Fusão de gêneros e de registros de linguagem, imbricação entre mito e história, entre alta e baixa culturas fazem deste romance um exemplar raro -mesmo em âmbito universal- da grande experiência modernista.
Criticando estudos seminais sobre a narrativa realista, como os de Ian Watt e Michael McKeon, Duncan reabilita a imaginação como princípio essencial do gênero, a partir da análise da ficção gótica inglesa (segunda metade do século 18).
Uma história da literatura acessível, mas inovadora, em sua abordagem teórica. Recua à Grécia antiga o conceito de romance, reabilitando a noção de romanesco. . Marcos Flamínio Peres
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