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Adriano Pedrosa 1. Obras Completas, de Roland Barthes Descobri RB nos anos 90, durante o mestrado que fiz na Califórnia, e logo ele se tornou meu pai intelectual. “Crítica e Verdade”, “A Morte do Autor” e “Da Obra ao Texto” foram fundamentais para a construção de minha perspectiva crítica e criativa, como escritor e curador. Outros textos, como “A Câmera Clara”, “Fragmentos de um Discurso Amoroso” e “Roland Barthes por Roland Barthes” compõem minha estante de referência. Vale lembrar a belíssima introdução de Susan Sontag ao “Barthes Reader”, “Writing Itself: On Roland Barthes”.
O inglês Maugham hoje me parece uma referência um tanto morna na história da literatura, mas eu o menciono porque foi uma figura marcante em minha adolescência intelectual. Ademais, é um extraordinário contador de histórias, muitas vezes com uma sutil ou subterrânea sensibilidade gay.
Meyer faz parte de uma nova geração de historiadores de arte norte-americanos que dão uma dimensão política, social e sexual à história da arte em sua pesquisa. Este livro desenvolve sua tese de doutorado, e através de estudos de casos de diferentes artistas -de Paul Cadmus e Andy Warhol a Robert Mapplethorpe e o grupo Gran Fury- compõe um panorama política, cultural e sexual sobre a censura e o homossexualismo nos Estados Unidos.
Williams, outra referência de minha adolescência, é um dramaturgo magistral; ao mesmo tempo delicado e violento, criador de anti-heróis complexos e multifacetados, invariavelmente vítimas de seu desejo ou carência, sofrimento ou trauma, repressões ou perturbações psicológicas. Algumas de suas peças deram belos filmes, como “Suddenly Last Summer” e “Cat on a Hot Tin Roof”.
Este certamente não é o melhor dos nove livros sobre o artista que tenho em minha biblioteca, porém é certamente o que mais consulto, pois aqui se encontram informações sobre sua obra completa -referência fundamental para o curador amante de FGT.
Dez anos depois de publicado e 13 anos após a morte do artista, esse livro segue sendo o grande legado de Leonilson. O artista faleceu pouco antes do grande boom da arte contemporânea brasileira no panorama internacional, o que lhe privou do que certamente teria sido um extraordinário sucesso. Não obstante, há fiéis adoradores de sua obra: artistas, curadores, colecionadores e críticos em todo o mundo. Para efeitos desta estante, devo subtrair o prefácio desse livro, de minha autoria, que está muito aquém do resto do livro e da obra do artista.
Esta coletânea de ensaios do crítico norte-americano é uma das grandes obras do pós-modernismo, e nos ensina a questionar, suspeitar ou duvidar dessa grande instituição aparentemente tão generosa e democrática -o museu.
Comecei a ler Proust com um amante, e lembro-me ainda de ler em voz alta trechos verdadeiramente luminosos, cheios de inteligência e poesia. Com a frustração um tanto traumática do que teria sido o romance, acabei abandonando o projeto de ler Proust, agora talvez em espera de um outro. . Adriano Pedrosa
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