CIÊNCIA
O catálogo universal da vida, por Paula Sibilia
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TRÓPICO NA PINACOTECA

Realidade ou ficção da arte brasileira no mercado internacional?

Ana Letícia Fialho, Ricardo Sardenberg e Lisette Lagnado discutem a inserção dos artistas plásticos do país no exterior, no sábado, dia 25, às 11h, na Pinacoteca do Estado

"Os artistas brasileiros presentes no circuito internacional têm acesso limitado ao mercado internacional. No entanto a simples passagem pelo espaço internacional pode ser suficiente para inflacionar o seu valor no mercado nacional.” Com esta frase, do artigo “Mercado de artes: global e desigual”, publicado em Trópico (link no final), a crítica de arte Ana Letícia Fialho não poderia imaginar as reações dos principais protagonistas do meio das artes no Brasil. Uns reafirmaram que a produção artística nacional não passa de uma ficção em termos de valores, outros declararam-se "boquiabertos" com os resultados da pesquisa feita em feiras e eventos internacionais pela crítica, parte de seu doutoramento na Escola de Alto Estudos em Ciência Sociais, em Paris.

Diante das reações recebidas pela revista ao artigo de Ana Letícia, Trópico decidiu organizar uma mesa-redonda para discutir a inserção do Brasil no mercado de arte estrangeiro.

O debate terá a participação de Ana Letícia e do historiador da arte e diretor de galerias Ricardo Sardenberg. Será mediado pela crítica Lisette Lagnado, curadora da 27a. Bienal de São Paulo e co-editora de Trópico.

Como medir a participação brasileira no mercado mundial será um dos temas centrais do debate. Seria o caso, indaga Ana Letícia Fialho, de criar um banco de dados como Artprice (maior banco de dados existente sobre o mercado de arte internacional)? Ou um indicador como o “Kunst Compass”, publicado pela revista alemã “Capital”, trazendo a relação dos 100 artistas contemporâneos mais bem cotados no mercado internacional, não só em relação às vendas, mas em relação à participação em exposições, opinião de especialistas e número de publicações? Ou seria melhor uma publicação, como a “Topp 200”, da revista “Artnews”, que faz uma lista anual que indica os maiores colecionadores do ano e suas preferências?

Na sua opinião da pesquisadora, "esse tipo de indicador tornou-se uma importante ferramenta para os agentes que operam no mercado internacional, sejam eles artistas, curadores, marchands ou colecionadores".

O debate “Realidade ou ficção da arte brasileira no mercado internacional?” ocorre no próximo sábado, dia 25 de junho, às 11h, na Pinacoteca do Estado, com entrada gratuita. Uma reportagem sobre o encontro será publicada, posteriormente, em Trópico.


Quem são os debatedores

Ana Letícia Fialho é critica de arte independente, pesquisadora especialista em inserção da arte brasileira e latino-americana nos circuitos internacionais.

Ricardo Sardenberg é formado em história da arte pela Universidade de Nova York, trabalhou como diretor das galerias Zabriskie, em Nova York, e Camargo Vilaça, em São Paulo. Nos últimos quatro anos, foi o curador-chefe do Centro de Arte Contemporânea Inhotim (Caci), em Brumadinho (MG).


Trópico na Pinacoteca

Local: Pinacoteca do Estado de São Paulo, Praça da Luz 2
Telefone: (11) 3229.9844
Dia: sábado, 25 de junho de 2005, às 11h
Entrada: gratuita


link-se

Mercado de artes: global e desigual, por Ana Letícia Fialho - http://p.php.uol.com.br/tropico/html/textos/2551,1.shl

Arte brasileira: real e ficção, por Aracy Amaral - http://p.php.uol.com.br/tropico/html/textos/2564,1.shl

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