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"Viajei muito e perdi todos os estereótipos de pureza. A África é como o Brasil, com negros, brancos, orientais, tudo meio misturado. A jovem arte contemporânea africana está atuando em rede, trabalhando em coletivos e tentando experimentar as novas tecnologias, sem necessariamente se identificar com a questão da raiz negra", diz Solange Farkas, com planos de trazer a São Paulo os coletivos africanos. António Ole ainda não consegue visualizar como seria a etapa posterior à superação da dor e do sofrimento causados pela guerra civil angolana e pela diáspora africana. Mas, sem dúvida, poderiam ter contribuído para esquentar e atualizar a discussão no Solar do Unhão, da Bahia, artistas negros menos comprometidos com as sequelas da diáspora. Ou teóricos da novíssima geração, como Paul D. Miller (DJ Spooky), que consegue ampliar seu ativismo negro para o campo da música eletrônica e da cultura digital, e até mesmo um líder da periferia paulistana, como Mano Brown. . Paula Alzugaray |