ELITIZAÇÃO
Novos ricos da música, por Henry Burnett
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estante

Agnaldo Farias

1. Subterrâneo, de Don De Lillo (ed. Companhia das Letras) - Difícil um painel tão ambicioso quanto bem elaborado da sociedade norte-americana. Quem não ousa enfrentar coisa tão espessa fora do período de férias, tente ao menos o prodigioso primeiro capítulo. É de tirar o folego.

2. O Legado de Ezster, de Sandor Márai (ed. Companhia das Letras) - Sabe-se o que vai acontecer logo na primeira sentença. O que não impede uma leitura tensa, ininterrupta, de onde brota personagens complexos e inesquecíveis.

3. Idea: A Evolução do Conceito de Belo, de Erwin Panofsky (ed. Martins Fontes) - Extraordinário pela erudição e sabor, este texto é um marco no que se refere ao esclarecimento das transformações que a idéia artística teve de Platão até o século XVII.

4. A Cidade do Pensamento Único, vários autores (ed. Vozes) - O destaque vai para o texto de abertura da professora Otilia Arantes, a mais lúcida e penetrante pensadora sobre as relações entre cultura e gestão urbana.

5. Crime e Castigo, de Dostoiévski (ed. 34) - Finalmente traduzido diretamente do russo, os espíritos atormentados poderão tirar de fonte limpa, proveito e sentimentos de solidariedade junto ao desafortunado Raskolnikov.

Agnaldo Farias
É crítico de artes plásticas e co-curador da 25a. Bienal de São Paulo.

 
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