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Esta trajetória possível para a “museologização” brasileira, numa época “desmuseologizante”, conforme o dizer de Jean Galard, não tem sentido passadista na medida em que o Brasil é um país já “desmuseologizado” pela suas carências, e não pela transformação tecnológica do sistema que permite a revisão da sua função social, educativa e política. Em outras palavras, a montagem de um verdadeiro sistema de museus numa quadra de inovações tecnológicas e novas demandas democráticas como a presente constitui um exemplo raro de “vantagem do atraso”: o momento histórico no qual um salto de qualidade permite “queimar etapas” de um processo evolutivo conforme foi vivido pelos países centrais do desenvolvimento capitalista. Carlos Alberto Dória |