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Fechado em um domo de vidro (plexiglas) de 1m20 de diâmetro, esse “estranho mundo novo” possibilita visualizar criaturas bioluminiscentes como plantas, amebas, peixes e ratos. Como a coelha Alba, esses organismos sofreram alterações em seu código genético, através da introdução do gene responsável pela produção da proteína verde fluorescente. Pela Internet, o usuário remoto pode imergir nesse ecossistema transgênico através dos olhos do “biobot”. Resta ao interator imaginar o que acontecerá no caso do vidro se quebrar.

Como sugerem esses trabalhos as novas formas da vida artificial, seja lá o que forem, vieram para ficar e para mudar mais uma vez nossas vidas e nossa percepção de nós mesmos e do mundo. Victor Frankenstein fugiu de seu projeto luminoso, era um excesso científico. E nós, já estamos preparados para as novas criaturas?

Maria Teresa Santoro e Rejane Cantoni


Maria Teresa Santoro é pesquisadora em representações do corpo, doutora em comunicação e semiótica pela Universidade Técnica de Berlim e professora de comunicação e linguagem na Universidade São Judas Tadeu (SP).

Rejane Cantoni é artista e pesquisadora de sistemas de informação, doutora em comunicação e semiótica pela PUC (SP) e professora do departamento de Ciências da Computação da PUC (SP).

1 - Site: http://www.ekac.org/8thday.html

 
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